Archive for the ‘Circulares à imprensa’ Category

“A mulher como campo de batalha” estreia a 29 de Outubro

Quarta-feira, Outubro 21st, 2020
“A mulher como campo de batalha” – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

A Escola da Noite estreia a 29 de Outubro a sua 70.ª criação. “A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec, tem encenação de Sofia Lobo e cumprirá uma temporada de 16 sessões, até ao início de Dezembro.

Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.
Dorra, vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate, psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia e a violência extrema, mas também sobre os clichês e os lugares-comuns que demasiadas vezes condicionam as relações entre as pessoas e os povos.
O espectáculo conta com as interpretações de Ana Teresa Santos e Paula Garcia. A temporada de quatro semanas, intercalada com outra programação do Teatro da Cerca de São Bernardo, estende-se até 6 de Dezembro. Os bilhetes custam entre 5 e 10 Euros e já podem ser reservados pelos contactos habituais do TCSB ou comprados na internet, através da Ticketline.

“A mulher como campo de batalha” – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

Matéi Visniec: “decidi que seriam as mulheres a ter a palavra”
Sobre as razões que o levaram a escrever esta peça, o escritor romeno Matéi Visniec, também jornalista da Radio France Internationale, reconhece que ficou muito impressionado com as notícias que chegavam da guerra dos Balcãs, em particular com a existência de violações em massa. “Tive acesso a informações muito perturbadoras, muito a pouco e pouco, porque de início estas mulheres não queriam dar testemunho daquilo por que tinham passado, devido à humilhação, à vergonha. Decidi que seriam as mulheres a ter a palavra e escolhi como personagens uma mulher da Europa de Leste e outra com um ponto de vista ocidental” – esclareceu o dramaturgo, num debate realizado no Festival de Avignon, França, em 2016.
A propósito da sua dupla condição de jornalista e escritor, Matéi Visniec acrescenta: “felizmente que há em mim duas pessoas: a que observa e a que pode, enquanto escritor, ir um pouco mais longe. Escrever esta peça foi de algum modo exorcizar a incapacidade que o jornalista tinha de fazer alguma coisa. É esse o contexto”. Mais de 20 anos depois de ter sido escrita, “A mulher como campo de batalha” continua a ser representada em vários países. “Apercebi-me, infelizmente, que a minha peça continua actual, descobrimos que a História se repete de uma maneira atroz, como observámos em África, no Ruanda, no Congo, no extremo Oriente. A mulher continua a ser, de certo modo, a primeira vítima da guerra. Dar-lhe a palavra era uma questão de urgência. Claro que também o era compreender o mecanismo da barbárie e pensei que a literatura e o teatro podem quase sempre ajudar-nos a compreender as coisas de uma maneira mais matizada, ajudar-nos a ir mais longe na compreensão das coisas complicadas, porque muitas vezes o jornalista não pode explicar tudo. O historiador não pode explicar tudo, o sociólogo, o filósofo, o especialista não podem explicar tudo. Por vezes, apenas a literatura ou o teatro podem captar as nuances e fornecer-nos esclarecimentos ou mesmo revelações” – conclui o autor.
“A mulher como campo de batalha” é o terceiro espectáculo d’A Escola da Noite a partir da obra de Matéi Visniec, depois de “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres” (2014) e de “Palhaço velho, precisa-se” (2020).

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO
A mulher como campo de batalha
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

encenação e espaço cénico Sofia Lobo
interpretação Ana Teresa Santos e Paula Garcia

tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo fotografia e vídeo Eduardo Pinto

29 de Outubro a 1 de Novembro de 2020
12 a 15 e 26 a 29 de Novembro de 2020
3 a 6 de Dezembro de 2020

quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14

Bilhete normal: 10 €
Estudantes, jovens, M/65 anos, profissionais
e amadores/as de teatro: 6 €
Entidades protocoladas TCSB, Funcionários/as da CMC: 5 €
Quintas-feiras (“Quintas no Teatro”): 5 €
Assinaturas TCSB: 5 entradas – 30 €; 10+1 entradas – 50 €

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt
bilhetes à venda no TCSB e na Ticketline e nos locais habituais

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

“A mulher como campo de batalha”: A Escola da Noite prepara nova peça de Matéi Visniec

Quinta-feira, Outubro 8th, 2020

Depois da bem sucedida temporada de “Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec, A Escola da Noite entra agora na fase final dos ensaios de uma outra peça do mesmo autor.
“A mulher como campo de batalha”, com encenação de Sofia Lobo, estreia a 29 de Outubro no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.

Matéi Visniec (foto: Andra Badulesco)

“A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec, 70.ª criação d’A Escola da Noite, entra esta semana na fase final dos ensaios, tendo a sua estreia prevista para 29 de Outubro.
Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.
Dorra (Ana Teresa Santos), vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate (Paula Garcia), psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia, a violência extrema e “os clichês, os lugares-comuns e as maldades” que demasiadas vezes marcam a relação dos indivíduos com “o outro”.
Após a estreia, o espectáculo cumprirá uma temporada de quatro semanas, até 6 de Dezembro, intercalada com espectáculos de outros artistas que A Escola da Noite acolhe no TCSB.

Matéi Visniec e a “atitude engajada”
“A mulher como campo de batalha” encerra o ciclo de duas peças de Matéi Visniec que A Escola da da Noite iniciou com “Palhaço velho, precisa-se”, dirigida por António Augusto Barros, cuja temporada decorreu entre 10 de Setembro e 4 de Outubro, assinalando o regresso do TCSB à sua actividade regular.
Depois de Gil Vicente, Abel Neves e Tchékhov, e a par de Lorca, Beckett ou Javier Tomeo, o dramaturgo romeno, nascido em 1956, torna-se assim num dos autores mais representados pela companhia, seis anos após a estreia de “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres”, também com encenação de António Augusto Barros.
A escolha dos textos e dos autores a trabalhar é um elemento essencial na construção de uma linguagem artística. A Escola da Noite gosta de aprofundar a exploração dos reportórios dos autores que selecciona e de convidar o público a fazer com a companhia essas descobertas e as reflexões que elas suscitam.
Embora não tenham sido seleccionadas por isso, e com aproximadamente 10 anos de intervalo entre os momentos em que foram escritas, as três peças de Visniec que até ao momento o grupo decidiu apresentar evidenciam a diversidade da obra do autor – quanto aos temas, quanto à forma, até quanto à “dimensão” (duração, número de intérpretes, propostas de espaços cénicos, por exemplo).
Em toda a obra de Visniec, contudo, é possível encontrar reflexos do que o próprio chama uma “atitude engajada”, isto é, uma necessidade de falar, através do Teatro e dos seus códigos, dos mundos em que vivemos. Sem respostas fáceis, sem fugir às perplexidades e contradições da vida concreta, assumindo a inquietação que faz de nós humanos. Mantendo e alimentando um olhar crítico e uma atitude combativa perante os absurdos, as injustiças, as manipulações, os estereótipos, os estigmas – na ditadura de Ceausescu e no “Ocidente”, onde se exilou em 1986, precisamente enquanto escrevia “Palhaço velho, precisa-se”.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO
A mulher como campo de batalha
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
encenação e espaço cénico Sofia Lobo
interpretação Ana Teresa Santos e Paula Garcia
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo fotografia e vídeo Eduardo Pinto

29 de Outubro a 1 de Novembro de 2020
12 a 15 e 26 a 29 de Novembro de 2020
3 a 6 de Dezembro de 2020
quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

“Palhaço velho, precisa-se”: últimos espectáculos em Coimbra

Terça-feira, Setembro 29th, 2020

A Escola da Noite apresenta entre 1 e 4 de Outubro as últimas sessões em Coimbra do seu mais recente espectáculo, “Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec. Com encenação de António Augusto Barros, a peça pode ser vista de quinta a domingo, no Teatro da Cerca de São Bernardo. Já em preparação, com estreia marcada para o final do mês, está “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, do mesmo autor.

“Palhaço velho, precisa-se”. Foto: Eduardo Pinto

Palhaço velho, precisa-se
Estreado a 10 de Setembro, “Palhaço velho, precisa-se”, que conta com as interpretações de Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash, entra agora na sua quarta e última semana de apresentações em Coimbra. Entre 1 e 4 de Outubro, o espectáculo pode ser visto na quinta-feira (19h00, com o preço único de 5 Euros), na sexta ou no sábado (21h30) ou ainda na matiné de domingo, às 16h00.
A peça do dramaturgo romeno, escrita em 1986, mostra-nos três palhaços velhos e sem trabalho que se reencontram numa sala de espera para uma entrevista de emprego e precisam de provar que estão à altura da “oportunidade”. Num espaço apertado e claustrofóbico, perante uma porta que permanece fechada, os três antigos companheiros experimentam sensações contraditórias: a alegria de voltarem a estar juntos, o sabor agridoce das muitas memórias partilhadas e a amargura da competição a que foram obrigados, para poderem sobreviver. Como muitas das obras de Visniec, o texto conjuga humor (às vezes negro), tensão, perfídia e constantes oscilações de ritmo, num muito exigente trabalho de actores.
Tendo em conta a lotação limitada da sala e a boa procura que o espectáculo tem registado por parte do público, é recomendável a reserva ou a compra antecipada de bilhetes, através dos contactos habituais do TCSB ou pela internet, na página da ticketline.

“Lola Montés” encerra ciclo de cinema
A par da temporada deste espectáculo, A Escola da Noite organiza um ciclo de cinema dedicado à técnica do “clown” e à arte circense, que termina também esta semana. Depois de “I Clowns”, de Fellini, e de “The General”, de Buster Keaton, é exibido a 30 de Setembro (21h30), no grande écran do TCSB, “Lola Montés”, do realizador alemão Max Ophüls. Conhecido também pelas suas características técnicas (combinação CinemaScope e Technicolor), o filme, realizado em 1955, conta a história de Lola Montés (Martine Carol) uma bela artista circense do século XIX que ficou famosa pelos seus relacionamentos escandalosos com Franz List (Will Quadflieg) e Luís I da Baviera (Anton Walbrook). No final da sua carreira viria a ser atracção principal de um circo, nos Estados Unidos, onde representava os episódios da sua vida extravagante.

Continuando com Visniec
Já em preparação, com estreia marcada para 29 de Outubro, está a próxima criação d’A Escola da Noite, que completa o ciclo dedicado ao autor romeno Matéi Visniec. “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia” é encenada por Sofia Lobo e conta com as interpretações de Ana Teresa Santos e Paula Garcia. Constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como, nesta e em outras guerras, as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie. Convoca-nos, inevitavelmente, para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia e “os clichés, os lugares-comuns e as maldades” que demasiadas vezes marcam a relação dos indivíduos com “o outro”.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

Programação de 28 de Setembro a 4 de Outubro de 2020

TEATRO
Palhaço velho, precisa-se!
de Matéi Visniec
A Escola da Noite
até 4 de Outubro de 2020
quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14 > 1h45, com intervalo
Preços: 5 a 10 Euros

CINEMA
LOLA MONTÉS, de Max Ophüls
1955 | Alemanha, França | 110′ | Comédia, Drama | M/12
com Martine Carol, Peter Ustinov, Anton Walbrook
30 de Setembro de 2020
Quarta-feira, 21:30
(filme falado francês com legendas em português)
Ciclo de cinema sobre clown e arte circense, associado à temporada de “Palhaço velho, precisa-se”
Preço único por sessão: 3 Euros

Bilhetes à venda no TCSB e na Ticketline e nos locais habituais

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

Filme de Buster Keaton abre terceira semana de “Palhaço velho, precisa-se”

Terça-feira, Setembro 22nd, 2020

“The General”, o filme de Buster Keaton que em Portugal ficou conhecido como “Pamplinas Maquinista”, é a segunda proposta d’A Escola da Noite no ciclo de cinema associado à temporada do espectáculo “Palhaço velho, precisa-se”. É exibido esta quarta-feira no Teatro da Cerca de São Bernardo, abrindo a terceira semana da temporada da mais recente criação da companhia de Coimbra.

The General
“The General” (“Pamplinas Maquinista), de Buster Keaton e Clyde Bruckman, é uma comédia romântica realizada em 1927. Durante a Guerra Civil Americana, para impressionar a sua namorada, Johnnie Gray (Buster Keaton) corre a alistar-se. É rejeitado. Volta ao seu trabalho como maquinista, o que lhe vale o desprezo da namorada e da família. Consegue, ainda assim, atingir uma glória involuntária, quando espiões do norte roubam o seu comboio, com a namorada a bordo, e ele, sozinho, consegue não só resgatá-lo, como levar o inimigo à derrota.
A projecção do filme no TCSB, marcada para esta quarta-feira, 23 de Setembro, às 21h30, é o segundo momento do ciclo de cinema sobre “clown” e arte circense, organizado pel’A Escola da Noite a propósito da temporada de “Palhaço velho, precisa-se”. Com o preço único de 3 Euros por sessão, o ciclo termina no dia 30 com a exibição de “Lola Montés”, filme do alemão Max Ophüls.

“Palhaço velho, precisa-se”. Foto: Eduardo Pinto

“Palhaço velho, precisa-se”
A partir de quinta-feira, às 19h00, prossegue a temporada do mais recente espectáculo d’A Escola da Noite. “Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec, conta com tradução de Regina Guimarães, encenação de António Augusto Barros e interpretação de Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash. A peça fala-nos de três palhaços velhos e sem trabalho que se reencontram numa sala de espera para uma entrevista de emprego e precisam de provar que estão à altura da “oportunidade”. Num espaço apertado e claustrofóbico, perante uma porta que permanece fechada, os três antigos companheiros experimentam sensações contraditórias: a alegria de voltarem a estar juntos, o sabor agridoce das muitas memórias partilhadas e a amargura da competição a que foram obrigados, para poderem sobreviver. Como muitas das obras de Visniec, o texto conjuga humor (às vezes negro), tensão, perfídia e constantes oscilações de ritmo, num muito exigente trabalho de actores.
Estreado no passado dia 10 de Setembro, o espectáculo fica em cena em Coimbra, no TCSB, até 4 de Outubro, de quinta a domingo.
Os bilhetes podem ser reservados pelos contactos habituais ou comprados antecipadamente, no Teatro ou através da Ticketline.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

Programação de 21 de Setembro a 4 de Outubro de 2020

CINEMA
THE GENERAL (Pamplinas Maquinista), de Buster Keaton e Clyde Bruckman
1927 | EUA | 79′ | Comédia Romântica, Mudo, Guerra | M/6
com Marion Mack, Charles Henry Smith, Richard Allen
23 de Setembro de 2020
Quarta-feira, 21h30
Preço único por sessão: 3 Euros
(filme mudo, com entretítulos em inglês)
Ciclo de cinema sobre clown e arte circense, associado à temporada de “Palhaço velho, precisa-se”

TEATRO
Palhaço velho, precisa-se
de Matéi Visniec
A Escola da Noite
até 4 de Outubro de 2020
quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14 > 1h45, com intervalo
Preços: 5 a 10 Euros

CINEMA
LOLA MONTÉS, de Max Ophüls
1955 | Alemanha, França | 110′ | Comédia, Drama | M/12
com Martine Carol, Peter Ustinov, Anton Walbrook
30 de Setembro de 2020
Quarta-feira, 21:30
(filme falado francês com legendas em português)
Ciclo de cinema sobre clown e arte circense, associado à temporada de “Palhaço velho, precisa-se”
Preço único por sessão: 3 Euros

Bilhetes à venda no TCSB e na Ticketline e nos locais habituais

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

“Palhaço velho, precisa-se” estreia a 10 de Setembro

Quarta-feira, Setembro 2nd, 2020

A Escola da Noite estreia a 10 de Setembro, no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, o espectáculo “Palhaço velho, precisa-se”, do dramaturgo romeno Matéi Visniec. A nova criação da companhia tem encenação de António Augusto Barros e fica em cena durante quatro semanas, de quinta a domingo.

“Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

“Palhaço velho, precisa-se” (“Petit Boulot pour vieux clown”, na versão original), é uma comédia trágica escrita em 1986 pelo escritor romeno, um ano antes de se exilar em França, face à censura de que os seus textos eram alvo na ditadura de Nicolae Ceausescu. Três palhaços velhos e sem trabalho reencontram-se numa sala de espera para uma entrevista de emprego e precisam de provar que estão à altura da “oportunidade”. No espaço apertado e claustrofóbico da sala de espera, perante uma porta que permanece fechada, os três antigos companheiros experimentam sensações contraditórias: a alegria de voltarem a estar juntos, o sabor agridoce das muitas memórias partilhadas e a amargura da competição a que foram obrigados, para poderem sobreviver.
Como muitas das obras de Visniec, o texto conjuga humor (às vezes negro), tensão, perfídia e constantes oscilações de ritmo, num exigente trabalho de actores a que Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash respondem ao longo de 1h45 de espectáculo.
A produção d’A Escola da Noite utiliza a tradução para português feita por Regina Guimarães, tem cenografia de João Mendes Ribeiro e Luísa Bebiano, figurinos e adereços de Ana Rosa Assunção, luz de Danilo Pinto e som de Zé Diogo.
Após a estreia, marcada para 10 de Setembro às 21h30, “Palhaço velho, precisa-se” fica em cena no TCSB até 4 de Outubro – às quintas-feiras às 19h00, às sextas e sábados às 21h30 e aos domingos às 16h00. Tendo em conta as limitações à lotação da sala, é ainda mais aconselhável efectuar a reserva de lugares ou a compra antecipada de bilhetes, no Teatro ou pela internet.

“Uma máquina concebida para nos humilhar e nos matar”
Em declarações feitas a propósito de uma encenação deste espectáculo em Fança, Matéi Visniec assumia há uns anos o seu gosto por palhaços, as memórias que guarda da chegada do circo à cidade onde vivia na infância e a impressão que lhe causou o filme “Clowns”, de Fellini: “Escrevi esta peça porque para mim o palhaço é uma personagem que ri enquanto chora e que chora enquanto ri; é ao mesmo tempo o bobo da corte que zomba do seu rei e o louco que diz a verdade; é o espelho impiedoso do seu tempo e o eco infantil do tempo que passa”.
Os palhaços desta peça, contudo, “não correspondem apenas a essa imagem divertida, ou até apaziguadora, de personagens encarregadas, perante a miséria reinante, de trazer um pouco de sol, um pouco de doçura, um momento de vigor, de alegria e consolação àqueles que têm de aguentar o insustentável”. Em “Palhaço velho, precisa-se” eles “podem tornar-se três mesquinhos gladiadores capazes de se matar por causa de um pequeno anúncio”.
Na escrita da peça – acrescentou Visniec – “interessou-me este lado cruel da vida”, “a vida que por vezes nos transforma em palhaços cruéis, em palhaços frágeis, obrigados a exibir-se e a representar a grande comédia social, obrigados até a entrar no jogo da máquina concebida para nos humilhar e nos matar”.

TEATRO (ESTREIA)
Palhaço velho, precisa-se
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

estreia
10 de Setembro de 2020
quinta-feira, 21h30

temporada
até 4 de Outubro de 2020
quintas-feiras, 19h00
sextas e sábados, 21h30
domingos, 16h00

texto Matéi Visniec
tradução Regina Guimarães
encenação António Augusto Barros
interpretação Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash
cenografia João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto som Zé Diogo consultor de magia Tony Klauf cabelos Carlos Gago
M/14 > 1h45, com intervalo

Preços
Bilhete normal: 10 €
Estudantes, jovens, M/65 anos, profissionais
e amadores/as de teatro: 6 €
Entidades protocoladas TCSB, Funcionários/as da CMC: 5 €
Quintas-feiras (“Quintas no Teatro”): 5 €
Alunos/as do ensino artístico (FLUC, ESEC e Colégio São Teotónio): 3 €
Assinaturas TCSB: 5 entradas – 30 €; 10+1 entradas – 50 €

Bilhetes à venda no TCSB e na TicketLine e nos locais habituais

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.