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Milagres Profanos | JOSÉ CALDAS

Quarta-feira, Outubro 20th, 2021

A Associação Cultural Quinta Parede, A Escola da Noite e a Cena Lusófona organizam a apresentação em Coimbra do livro “Milagres Profanos – 50 anos de teatro com os grupos independentes portugueses”, de José Caldas, no próximo dia 23 de Outubro, sábado, pelas 17h00, no Bar/Livraria do Teatro da Cerca de São Bernardo. A sessão contará com a presença do autor e a apresentação de Manuel Guerra e acontece no mesmo dia em que a Companhia Certa do Varazim Teatro apresenta “Bichos”, a partir de Miguel Torga, com encenação de José Caldas, no âmbito do programa “Sábados para a Infância no TCSB”.

Milagres Profanos
“Milagres Profanos – 50 anos de teatro com os grupos independentes portugueses” oferece uma retrospectiva das cinco décadas de trabalho de José Caldas em Portugal, como encenador, actor, crítico de teatro e professor. Reúne um conjunto de textos do autor, de directores artísticos dos grupos de teatro com que se cruzou e de autores de obras que encenou, oferecendo ainda uma vasta iconografia do trabalho realizado (fotografias, cartazes, desenhos e figurinos dos vários espectáculos criados).
Sendo simultaneamente um registo documental e um “depositário activo e afectivo da memória”, o livro é também um valioso instrumento de trabalho, para profissionais, amadores, professores e investigadores de teatro.

José Caldas
José Caldas (1945) estudou Teatro no Brasil, na Inglaterra, na França e na Escola Superior de Educação pela Arte em Portugal. No Brasil, trabalhou como actor e assistente de encenação em vários espetáculos, entre os quais “O Balcão”, de Genet, com encenação de Victor Garcia.
Criou até ao momento 56 espectáculos em Portugal, França, Itália e Espanha, entre os quais: “Ou isto ou aquilo”, de Cecília Meireles; “A vida íntima de Laura”, de Clarice Lispector; “O medo azul”, de Perraut; “Acende a Noite”, de Ray Bradbury; “La vie intime de Laura”, de Clarice Lispector; “La Terza Sponda”, de Guimarães Rosa; “As laranxas mais laranxas de todas as laranxas”, de Carlos Casares; “Il Colombre”, de Dino Buzzati; “As intermitências da morte”, de José Saramago; “A Velha Casa de Madeira”, da sua própria autoria.
Foi premiado quatro vezes pela Associação Portuguesa de Críticos Teatrais e distinguido pela Biennale Théâtre Jeunes Publics (França) e pela Associação de Directores, Actores e Técnicos de Teatro da Galiza – Prémio Maria Casares (Espanha).
Foi professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, na Universidade de Évora, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, na Academia Contemporânea do Espectáculo e no Ballet Teatro.
Publicou “O Instante Plural” (Publicações Horizonte), “20 Anos de Teatro e Miscigenação” (Quinta Parede/Fundação Gulbenkian), “30 Anos de Teatro e Jovem Público” (Quinta Parede/Fundação Gulbenkian), “40 Anos de Teatro – Por um teatro popular a partir da Infância” (Quinta Parede/SPA). Apresentou a exposição “Ex-Votos Teatrais – José Caldas, 40 Anos de Teatro”, no Museu Nacional do Teatro (Lisboa) e no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto).
Foi crítico de teatro em “O Jornal” e no “Jornal de Notícias”.

TEATRO
Bichos, a partir de Miguel Torga
Companhia Certa da Varazim Teatro
23 de Outubro de 2021
sábado, 11h00
M/6 > 60 min
10 € (adulto+criança); 6 € (bilhete individual)
Sábados para a infância no TCSB

TEATRO | APRESENTAÇÃO DE LIVRO
José Caldas: 50 anos de teatro com os grupos independentes portugueses
com a presença do autor e apresentação de Manuel Guerra
23 de Outubro de 2021
sábado, 17h00
Bar/Livraria do TCSB > entrada gratuita
org. Quinta Parede / A Escola da Noite / Cena Lusófona

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

“Bichos”, a partir de Miguel Torga, nos Sábados para a Infância do TCSB

Sexta-feira, Outubro 15th, 2021

Diferentes entre si nas suas particularidades, estes “bichos”, animais e humanos, estão todos na mesma “Arca de Noé”, a terra mãe, irmanados numa luta igual pela vida e pela liberdade.
MIURA -TERRA
A bela escrita telúrica de Torga convida-nos a meditar sobre a terra, os bichos e o sangue que nos envolverá de espanto. Primeiro na terra inventaremos o universo teatral do conto Miura.
VICENTE – ÁGUA
Com Vicente inventamos esta simbólica união de opostos terra e água. Uma estória casa com a outra, inventam pontos de ligação, estratégias de comunhão. “O CORVO leva a Mithra, da parte do sol, a ordem de matar o touro e ele, com pesar, executava a ordem recebida.”

TEATRO
Bichos, a partir de Miguel Torga
Companhia Certa da Varazim Teatro
23 de Outubro de 2021
sábado, 11h00

M/6 > 60 min
10 € (adulto+criança); 6 € (bilhete individual)
[Sábados para a infância no TCSB]

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Apresentação do Livro “Manifesto A Crioulização”, de Mário Lúcio Sousa, seguido de concerto no TCSB

Quinta-feira, Outubro 14th, 2021

O escritor e compositor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa regressa a Coimbra para a apresentação do livro “Manifesto A Crioulização”
A apresentação do livro ficará a cargo de João Maria André (Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação, FLUC) e Catarina Martins (Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas, FLUC) e contará com um concerto de Os Kriols com participação especial do coro Coimbra Vocal.

Manifesto o que há em mim. E faço-o, recolhendo o pó de várias galáxias, fazendo eco do que ouvi, semeando interrogações e expondo duvidas, sempre na poética de partilhar para multiplicar. (…) O Crioulo, embora se chame assim de Macau às ilhas Seychelles, não é uma língua única. Existem vários crioulos, melhor dito, várias línguas crioulas: as de base lexical portuguesa, faladas em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em São Tomé e Príncipe, no Curaçau, na Guiné Equatorial, em Macau, em Timor, na Colômbia, em Malaca e, seus resquícios, em várias outras regiões do mundo; as de base lexical inglesa, as de base lexical francesa, ou as a de base holandesa, para recordar alguns exemplos. Para além da língua, a expressão Crioulo ainda une uma grande quantidade de culturas. Por isso, adverte-se, Crioulo não é uma raça, aliás, como inexiste a própria Raça. A Crioulização é, assim, um belo exemplo da história das relações humanas, em termos de seu processo de afirmação e de identidade do indivíduo e do grupo.

Mário Lúcio Sousa

Mário Lúcio Sousa, intelectual, músico, poeta, escritor, ativista político e animador cultural que se perfila entre os que buscam uma contribuição atualizada às reflexões sobre a cultura pós-colonial atenta à sua vocação e missão históricas de avançar para além da emancipação política obtida a tanto custo.

Gilberto Gil sobre “MANIFESTO A CRIOULIZAÇÃO”

Do ensaio que fundamenta esta noção de Crioulo emerge a sua forma de manifesto: crença, confissão, narrativa, promessa e projeto que reconhece o papel que a memória das vítimas nos cruzamentos de culturas tem para a criação de novas identidades.

  João Maria André sobre “MANIFESTO A CRIOULIZAÇÃO”

MÚSICA / LITERATURA
Manifesto A Crioulização
Mário Lúcio Sousa
com Os Kriols e Coimbra Vocal
19 de Outubro de 2021
terça-feira, 19h00
M/6 > 60 min
6 a 10 €

Informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Hoje no TCSB: Vanesa Sotelo no Clube de Leitura Teatral

Terça-feira, Outubro 12th, 2021
© Cláudia Morais

O Clube de Leitura Teatral regressa hoje às sessões presenciais, com a dramaturga galega Vanesa Sotelo. A sessão é às 18h30, no TCSB, com entrada gratuita. 

Arranca hoje a temporada 2021/2022 do Clube de Leitura Teatral. No âmbito do ciclo “Dramaturgos/as ao poder”, que oferece um painel da dramaturgia contemporânea, a primeira sessão é dirigida pela dramaturga e encenadora galega Vanesa Sotelo. A sessão terá lugar esta terça-feira, dia 12 de Outubro, pelas 18h30, e inclui a leitura de excertos da peça “Nome:Bonita”, distinguida em 2018 com o prémio Mondoñedo10 para a Melhor Obra Teatral da Década em Língua Galega.
Vanesa Sotelo inaugura ainda uma nova proposta feita à cidade pelo Clube: para além da leitura, conduzirá, amanhã (quarta-feira, dia 13 de Outubro, pelas 11h00) uma masterclass sobre a sua obra. Também com entrada gratuita, esta sessão acontece na Sala Brincante da Cena Lusófona, no Pátio da Inquisição.

Vanesa Sotelo (ES) no Clube de Leitura Teatral de Outubro

Segunda-feira, Outubro 11th, 2021
© Nando Iglesias

O Clube de Leitura Teatral, iniciativa d’A Escola da Noite e do TAGV, regressa em Outubro ao TCSB com uma sessão do ciclo “Dramaturgos ao Poder”, um painel de dramaturgia contemporânea, dirigida por Vanesa Sotelo (ES).

TEATRO | LEITURA
Nome: Bonita e Espécies Lázaro — Leitura dirigida por Vanesa Sotelo (ES)
Clube de Leitura Teatral
12 de Outubro de 2021
terça-feira, 18h30

90 min > entrada gratuita
Teatro da Cerca de São Bernardo

Masterclass com Vanesa Sotelo (ES)
Clube de Leitura Teatral
13 de Outubro de 2021
quarta-feira, 11h00

60 min > entrada gratuita
Sala Brincante da Cena Lusófona

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / clube.leitura.teatral@gmail.com

Vanesa Sotelo, encenadora e dramaturga galega seleccionada para o III Programa de Desarrollo de Dramaturgias Actuales do Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música com a peça “Nome: Bonita”, reconhecida em 2018 com o prémio Mondoñedo10 para a Melhor Obra Teatral da Década em Língua Galega; “Espécies Lázaro” é a sua última peça estreada com a companhia de Teatro Art’Imagem.