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conversas com o bando (ii)

Quinta-feira, Maio 21st, 2009

 

Conversa com a equipa artística de "Jerusalém", d'o bando, ontem à noite

Conversa com a equipa artística de "Jerusalém", d'o bando, ontem à noite

 

Rosinda Costa, João Brites, Raul Atalaia, Nicolas Brites, Cristiana Castro e Suzana Branco

Rosinda Costa, João Brites, Raul Atalaia, Nicolas Brites, Cristiana Castro e Suzana Branco

A noite e a conversa de ontem, depois da última sessão de “Jerusalém”, foram (ainda) mais participadas.

A residência d’o bando em Coimbra prossegue hoje, com o workshop, a conferência de João Brites e a exibição do documentário “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”.

Sábado e Domingo chega “A Noite”, a partir de Al Berto. Venha assistir e participe nas conversas com os actores no final do espectáculo.

Faça-nos companhia!

conversas com o bando

Quarta-feira, Maio 20th, 2009
Fátima Santos, Raul Atalaia, António Augusto Barros (EN), Horácio Manuel, Nicolas Brites, Rosinda Costa, Guilherme Noronha, João Barbosa, Suzana Branco e Cristiana Castro

Fátima Santos, Raul Atalaia, António Augusto Barros (EN), Horácio Manuel, Nicolas Brites, Rosinda Costa, Guilherme Noronha, João Barbosa, Suzana Branco e Cristiana Castro

António Augusto Barros (EN), Horácio Manuel, Nicolas Brites, Rosinda Costa, Guilherme Noronha e Rasta

António Augusto Barros (EN), Horácio Manuel, Nicolas Brites, Rosinda Costa, Guilherme Noronha e Rasta

 

Algumas fotos do primeiro encontro da equipa d’o bando com o público, ontem à noite, depois da primeira sessão de “Jerusalém”.

Logo à noite há mais. Às 21h30, no TCSB.

Faça-nos companhia!

JERUSALÉM: hoje e amanhã no TCSB

Terça-feira, Maio 19th, 2009

 

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

texto Gonçalo M. Tavares

dramaturgia, encenação e espaço cénico João Brites

corporalidade Luca Aprea oralidade Teresa Lima

análise literária e dramatúrgica Rui Pina Coelho figurinos e adereços Clara Bento assistência de encenação Sara de Castro desenho de luz João Cachulo

interpretação Cristina Castro, Horácio Manuel, João Barbosa, Nicolas Brites, Raul Atalaia, Rosinda Costa e Suzana Branco

criação Teatro o bando co-produção Centro Cultural de Belém

 

Jerusalém narra uma história sobre os limites da loucura e da razão, sobre a dor e o mal. Mylia é uma mulher forte mas doente. Em tempos esteve internada num hospício onde conheceu Ernst. Theodor Busbeck, ex-marido de Mylia, é médico e desenvolve um estudo dobre o mal e o horror ao longo da História. Estas e outras personagens vão cruzar-se na noite em que tudo começa e tudo acaba.

 

TEATRO DA CERCA DE SÃO BERNARDO, COIMBRA

19 e 20 de Maio (terça e quarta), 21H30

no âmbito da residência artística REN

informações e reservas: 239 718 238 e geral@aescoladanoite.pt

FAÇA-NOS COMPANHIA!

As sete personagens ensombradas do romance “Jerusalém”, de Gonçalo M. Tavares…

Segunda-feira, Maio 18th, 2009

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra
19 e 20 de Maio, 21h30
  

 

São elas Theodor Busbeck, médico, e Mylia, sua mulher, que ele teve de internar no “mais conceituado” hospício da cidade, Kaas, o filho dela e de Ernst Spengler, outro doente do hospício, o doutor Gomperz, director do hospício, Hinnerk, um ex-combatente que trouxe duas coisas da guerra – uma arma e a permanente sensação de medo – e a sua noiva, Hanna, uma prostituta que lhe dá dinheiro para sobreviver.

João Brites, encenador e director do Teatro O Bando, chamou a esta adaptação ao palco uma “re-trans-des-montagem” do romance, o terceiro volume da tetralogia “O Reino”, dos “livros pretos” que Gonçalo M. Tavares escreveu sobre o mal (os outros são “Um Homem: Klaus Klump”, “A Máquina de Joseph Walser” e “Aprender a Rezar na Era da Técnica”).
“É como se a obra fosse uma escultura. Nós andámos à volta da escultura e escolhemos um ângulo: a questão do horror que está por detrás da normalidade, deste tempo, esta maneira de contar, que reflecte de alguma forma o conteúdo”, indicou.
A história que entrelaça as vidas das personagens “passa-se numa noite, é contada de forma fragmentada e abrange 20 anos… Quisemos fazer um espectáculo não-datado, não-relacionado com o Holocausto, ainda que ele venha citado no livro”, sublinhou.
Porque se trata de “uma versão” e porque “o teatro materializa as imagens”, em cena, temos um monte de engaço (o que resta dos cachos de uvas depois da vindima), onde as personagens se sentam e por vezes se enterram, numa cidade ocupada, habitada por actores e espectadores (que entram pela mesma porta, estando parte da plateia no palco, virada para uma parede de tijolo), em que a noção de presente é o que une a ficção à realidade.
Existem, explicou Rui Pina Coelho – que fez a análise literária e dramatúrgica do romance -, quatro níveis de representação na peça: “Explica, fala, pensa e evoca”.
“O `explica` é quando as personagens se dirigem mais ao público, o `fala` são os momentos mais dialógicos, onde há uma relação mais entre personagens, o `evoca` é quando a personagem evoca momentos do seu passado ou evoca outras personagens e o `pensa` tem que ver com os pensamentos que são dirigidos ao cão que está em cena”, referiu.
Aos sete actores em palco – Cristiana Castro, Horácio Manuel, João Barbosa, Nicolas Brites, Raul Atalaia, Rosinda Costa e Suzana Branco – junta-se um cão, que pertence a um deles, cujo pêlo “parece o engaço” que forma boa parte do cenário, e que representa “um risco”, porque “não percebe estes humanos, que todos os dias dizem e fazem as mesmas coisas”, comentou João Brites.
A escolha deste romance para fazer “uma versão de palco” deveu-se “à questão da actualidade e da dimensão étnico-política, esta responsabilidade que acho que os artistas têm de ter e que nunca sabem expressar, para não serem panfletários, redundantes, moralistas”, defendeu.
“Este texto permite-nos exorcizar um pouco essa procura”, observou.
Gonçalo M. Tavares foi a Palmela assistir a um ensaio e “ajudou e influenciou de forma positiva o processo de adaptação do texto” ao que o encenador define como “uma visão”, dizendo-lhes “cortem texto” – o contrário do que muitos autores diriam, observou.
RTP

sobre “Jerusalém”, de Gonçalo M. Tavares

Domingo, Maio 17th, 2009
 

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

"Jerusalém", pelo Teatro o bando (© André Fonseca)

Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra
19 e 20 de Maio, 21h30 

 

“Os seus ‘livros negros’ já me tinham proporcionado uma felicidade de leitura que, porque rara, me anda a ser preciosa. Este Jerusalém eleva as suas qualidades à perfeição: uma invejável competência literária traz a ferocidade do enredo para uma escrita de beleza sóbria.”

Hélia Correia

 

“(…) Guardando a sua substância e sem propriamente trair o original, João Brites e o bando criam, em JERUSALÉM, obra nova com a determinação experimentalista característica dos seus melhores trabalhos. Não fazem do teatro uma arma; antes não desistem de lhe acrescentar consciência e responsabilidade social.”

Rui Monteiro, Time Out, 29/10/2008