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A Escola da Noite estreia esta semana “A mulher como campo de batalha”

Segunda-feira, Outubro 26th, 2020

A Escola da Noite estreia esta semana “A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec. O espectáculo tem encenação de Sofia Lobo e cumprirá uma temporada de 16 sessões, até ao início de Dezembro.

“A mulher como campo de batalha” – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

“A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec, 70.ª criação d’A Escola da Noite, estreia a 29 de Outubro no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.
Dorra, vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate, psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia e a violência extrema, mas também sobre os clichês e os lugares-comuns que demasiadas vezes condicionam as relações entre as pessoas e os povos.
O espectáculo conta com as interpretações de Ana Teresa Santos e Paula Garcia. A temporada de quatro semanas, intercalada com outra programação do TCSB, estende-se até 6 de Dezembro. Os bilhetes custam entre 5 e 10 Euros e podem ser reservados pelos contactos habituais do TCSB ou comprados na internet, através da Ticketline.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO
A mulher como campo de batalha
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

encenação e espaço cénico Sofia Lobo
interpretação Ana Teresa Santos e Paula Garcia

tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção
desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo
fotografia e vídeo Eduardo Pinto

29 de Outubro a 1 de Novembro de 2020
12 a 15 e 26 a 29 de Novembro de 2020
3 a 6 de Dezembro de 2020
quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14 > 1h40′

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

“A mulher como campo de batalha” estreia a 29 de Outubro

Quarta-feira, Outubro 21st, 2020
“A mulher como campo de batalha” – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

A Escola da Noite estreia a 29 de Outubro a sua 70.ª criação. “A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec, tem encenação de Sofia Lobo e cumprirá uma temporada de 16 sessões, até ao início de Dezembro.

Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.
Dorra, vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate, psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia e a violência extrema, mas também sobre os clichês e os lugares-comuns que demasiadas vezes condicionam as relações entre as pessoas e os povos.
O espectáculo conta com as interpretações de Ana Teresa Santos e Paula Garcia. A temporada de quatro semanas, intercalada com outra programação do Teatro da Cerca de São Bernardo, estende-se até 6 de Dezembro. Os bilhetes custam entre 5 e 10 Euros e já podem ser reservados pelos contactos habituais do TCSB ou comprados na internet, através da Ticketline.

“A mulher como campo de batalha” – foto de ensaio (© Eduardo Pinto)

Matéi Visniec: “decidi que seriam as mulheres a ter a palavra”
Sobre as razões que o levaram a escrever esta peça, o escritor romeno Matéi Visniec, também jornalista da Radio France Internationale, reconhece que ficou muito impressionado com as notícias que chegavam da guerra dos Balcãs, em particular com a existência de violações em massa. “Tive acesso a informações muito perturbadoras, muito a pouco e pouco, porque de início estas mulheres não queriam dar testemunho daquilo por que tinham passado, devido à humilhação, à vergonha. Decidi que seriam as mulheres a ter a palavra e escolhi como personagens uma mulher da Europa de Leste e outra com um ponto de vista ocidental” – esclareceu o dramaturgo, num debate realizado no Festival de Avignon, França, em 2016.
A propósito da sua dupla condição de jornalista e escritor, Matéi Visniec acrescenta: “felizmente que há em mim duas pessoas: a que observa e a que pode, enquanto escritor, ir um pouco mais longe. Escrever esta peça foi de algum modo exorcizar a incapacidade que o jornalista tinha de fazer alguma coisa. É esse o contexto”. Mais de 20 anos depois de ter sido escrita, “A mulher como campo de batalha” continua a ser representada em vários países. “Apercebi-me, infelizmente, que a minha peça continua actual, descobrimos que a História se repete de uma maneira atroz, como observámos em África, no Ruanda, no Congo, no extremo Oriente. A mulher continua a ser, de certo modo, a primeira vítima da guerra. Dar-lhe a palavra era uma questão de urgência. Claro que também o era compreender o mecanismo da barbárie e pensei que a literatura e o teatro podem quase sempre ajudar-nos a compreender as coisas de uma maneira mais matizada, ajudar-nos a ir mais longe na compreensão das coisas complicadas, porque muitas vezes o jornalista não pode explicar tudo. O historiador não pode explicar tudo, o sociólogo, o filósofo, o especialista não podem explicar tudo. Por vezes, apenas a literatura ou o teatro podem captar as nuances e fornecer-nos esclarecimentos ou mesmo revelações” – conclui o autor.
“A mulher como campo de batalha” é o terceiro espectáculo d’A Escola da Noite a partir da obra de Matéi Visniec, depois de “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres” (2014) e de “Palhaço velho, precisa-se” (2020).

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO
A mulher como campo de batalha
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

encenação e espaço cénico Sofia Lobo
interpretação Ana Teresa Santos e Paula Garcia

tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo fotografia e vídeo Eduardo Pinto

29 de Outubro a 1 de Novembro de 2020
12 a 15 e 26 a 29 de Novembro de 2020
3 a 6 de Dezembro de 2020

quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14

Bilhete normal: 10 €
Estudantes, jovens, M/65 anos, profissionais
e amadores/as de teatro: 6 €
Entidades protocoladas TCSB, Funcionários/as da CMC: 5 €
Quintas-feiras (“Quintas no Teatro”): 5 €
Assinaturas TCSB: 5 entradas – 30 €; 10+1 entradas – 50 €

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt
bilhetes à venda no TCSB e na Ticketline e nos locais habituais

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

“João Torto”, de Fernando Giestas | CLUBE DE LEITURA TEATRAL

Terça-feira, Outubro 13th, 2020

Começa hoje a sexta temporada do Clube de Leitura Teatral.

No âmbito do ciclo dedicado à dramaturgia portuguesa contemporânea, convidámos Fernando Giestas, que dirige a leitura do seu texto “João Torto”.

A sessão tem lugar às 18h30, na Sala Brincante da Cena Lusófona, e tem, como sempre, entrada livre. Tendo em conta os constrangimentos provocados pela pandemia de Covid-19, a lotação é limitada.

Junho de 1540, o homem disse: “Saibam todos os senhores habitantes desta cidade que não terminará este dia sem se ver a maior das maravilhas, a qual vem a ser um homem desta cidade voar, com asas feitiças, da Torre da Sé ao Campo de São Mateus, pelo que responde por sua pessoa e bens, João de Almeida Torto”. 20 de junho de 1540, o homem fez: lançou-se do alto da Sé de Viseu, para voar claro, com duas asas que manufacturou.

Fernando Giestas
Nasceu em Espinho, em 1978. Co-fundador, com Rafaela Santos, da companhia de teatro Amarelo Silvestre.
Dramaturgo dos espectáculos “João Torto” (2012), “Sonhos Rotos” (2011, Menção Especial do Júri de Almagro Off – Festival Internacional de Teatro Clássico de Almagro, Espanha), “Mulher Mim” (2010), produções Magnólia Teatro/Amarelo Silvestre, e “Mexe-te!” (2008), produção Primeiros Sintomas. Autor da peça curta “Sangue na Guerra/Guelra/Guerra” (2011), escrita sob orientação de Jean-Pierre Sarrazac e publicada na colectânea “Oficina de Escrita Odisseia: Textos Escolhidos”, edição do Teatro Nacional São João (2011). Autor do livro “Cine Cidade” (2008), sobre o Cine Clube de Viseu.
É artista associado do Teatro Viriato desde 2013.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO | LEITURA
João Torto
dir. Fernando Giestas
Clube de Leitura Teatral
13 de Outubro de 2020
terça-feira, 18h30
Sala Brincante da Cena Lusófona > 90’
entrada gratuita
co-organização: TAGV / A Escola da Noite
apoio: Cena Lusófona

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

A lotação da sala está reduzida a 20 espectadores.

“A mulher como campo de batalha”: A Escola da Noite prepara nova peça de Matéi Visniec

Quinta-feira, Outubro 8th, 2020

Depois da bem sucedida temporada de “Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec, A Escola da Noite entra agora na fase final dos ensaios de uma outra peça do mesmo autor.
“A mulher como campo de batalha”, com encenação de Sofia Lobo, estreia a 29 de Outubro no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.

Matéi Visniec (foto: Andra Badulesco)

“A mulher como campo de batalha”, de Matéi Visniec, 70.ª criação d’A Escola da Noite, entra esta semana na fase final dos ensaios, tendo a sua estreia prevista para 29 de Outubro.
Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.
Dorra (Ana Teresa Santos), vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate (Paula Garcia), psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia, a violência extrema e “os clichês, os lugares-comuns e as maldades” que demasiadas vezes marcam a relação dos indivíduos com “o outro”.
Após a estreia, o espectáculo cumprirá uma temporada de quatro semanas, até 6 de Dezembro, intercalada com espectáculos de outros artistas que A Escola da Noite acolhe no TCSB.

Matéi Visniec e a “atitude engajada”
“A mulher como campo de batalha” encerra o ciclo de duas peças de Matéi Visniec que A Escola da da Noite iniciou com “Palhaço velho, precisa-se”, dirigida por António Augusto Barros, cuja temporada decorreu entre 10 de Setembro e 4 de Outubro, assinalando o regresso do TCSB à sua actividade regular.
Depois de Gil Vicente, Abel Neves e Tchékhov, e a par de Lorca, Beckett ou Javier Tomeo, o dramaturgo romeno, nascido em 1956, torna-se assim num dos autores mais representados pela companhia, seis anos após a estreia de “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres”, também com encenação de António Augusto Barros.
A escolha dos textos e dos autores a trabalhar é um elemento essencial na construção de uma linguagem artística. A Escola da Noite gosta de aprofundar a exploração dos reportórios dos autores que selecciona e de convidar o público a fazer com a companhia essas descobertas e as reflexões que elas suscitam.
Embora não tenham sido seleccionadas por isso, e com aproximadamente 10 anos de intervalo entre os momentos em que foram escritas, as três peças de Visniec que até ao momento o grupo decidiu apresentar evidenciam a diversidade da obra do autor – quanto aos temas, quanto à forma, até quanto à “dimensão” (duração, número de intérpretes, propostas de espaços cénicos, por exemplo).
Em toda a obra de Visniec, contudo, é possível encontrar reflexos do que o próprio chama uma “atitude engajada”, isto é, uma necessidade de falar, através do Teatro e dos seus códigos, dos mundos em que vivemos. Sem respostas fáceis, sem fugir às perplexidades e contradições da vida concreta, assumindo a inquietação que faz de nós humanos. Mantendo e alimentando um olhar crítico e uma atitude combativa perante os absurdos, as injustiças, as manipulações, os estereótipos, os estigmas – na ditadura de Ceausescu e no “Ocidente”, onde se exilou em 1986, precisamente enquanto escrevia “Palhaço velho, precisa-se”.

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

TEATRO
A mulher como campo de batalha
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
encenação e espaço cénico Sofia Lobo
interpretação Ana Teresa Santos e Paula Garcia
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo fotografia e vídeo Eduardo Pinto

29 de Outubro a 1 de Novembro de 2020
12 a 15 e 26 a 29 de Novembro de 2020
3 a 6 de Dezembro de 2020
quintas, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00
M/14

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.

Hoje no TCSB: temporada de “Palhaço velho, precisa-se” aproxima-se do fim

Sexta-feira, Outubro 2nd, 2020
“Palhaço velho, precisa-se”. Foto: Eduardo Pinto

Estamos na recta final da temporada de “Palhaço velho, precisa-se”, de Matéi Visniec. As sessões estão a ficar cheias, mas ainda há lugares em todas. Reserve ou compre online os seus bilhetes. Faça-nos companhia!

TEATRO
Palhaço velho, precisa-se
de Matéi Visniec
A Escola da Noite

texto Matéi Visniec
tradução Regina Guimarães
encenação António Augusto Barros
interpretação Igor Lebreaud, Miguel Magalhães e Ricardo Kalash
cenografia João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano figurinos e adereços Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto som Zé Diogo consultor de magia Tony Klauf cabelos Carlos Gago
M/14 > 1h45, com intervalo

Coimbra
Teatro da Cerca de São Bernardo

temporada
10 de Setembro a 4 de Outubro de 2020
quintas-feiras, 19h00; sextas e sábados, 21h30; domingos, 16h00

Preços:
Bilhete normal: 10 €
Estudantes, jovens, M/65 anos, profissionais
e amadores/as de teatro: 6 €
Entidades protocoladas TCSB, Funcionários/as da CMC: 5 €
Quintas-feiras (“Quintas no Teatro”): 5 €
Alunos/as do ensino artístico (FLUC, ESEC e Colégio São Teotónio): 3 €
Assinaturas TCSB: 5 entradas – 30 €; 10+1 entradas – 50 €

Bilhetes à venda no TCSB e na TicketLine e nos locais habituais

informações e reservas
239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Covid-19 – Plano de Prevenção e Contingência do TCSB
De acordo com a Orientação da DGS 28/2020, de 28 de Maio, e o Plano de prevenção e contingência do TCSB, a lotação e a ocupação da sala estão condicionadas: os lugares são marcados e é respeitada a distância de uma cadeira entre cada lugar ocupado. É obrigatória a utilização de máscara no interior do Teatro e o cumprimento das demais condições de segurança indicadas à entrada do edifício.