A história é simples: três prostitutas partilham o quarto onde vivem e recebem os seus clientes. O dono da casa acha que elas estão a render pouco e exerce sobre elas todo o tipo de violência – ameaças, chantagem, extorsão, tortura -, com a ajuda de uma espécie da capanga.
Mas não é preciso recuar à ditadura militar brasileira dos anos 60 (altura em que a peça foi escrita) para sentir a força da metáfora. Olhando para estas três personagens, vítimas de um poder abusado e ilegítimo, questionamo-nos necessariamente sobre as formas que temos de lhe reagir.
Ontem e hoje, porque há sombras estranhas que insistem em atravessar décadas e oceanos.
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