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Hoje no TCSB: último dia de “Nunca estive em Bagdad”

Domingo, Janeiro 19th, 2014

cartaz NEB conversas web“Nunca estive em Bagdad” despede-se hoje de Coimbra com uma matiné às 16h00.

Ainda está a tempo. Venha daí!

Bagdad no Teatro da Cerca (2)

Sábado, Janeiro 18th, 2014

“Na guerra morrem pessoas. Os jornalistas não devem nunca esquecer-se disso”. José Manuel Rosendo, repórter da Antena Um, na conversa que ontem à noite encheu o bar do TCSB.

“Nunca estive em Bagdad” tem ainda mais duas sessões este fim-de-semana: hoje à noite e amanhã à tarde (16h00). São as últimas oportunidades para assistir em Coimbra a este espectáculo.

Não perca!

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José Manuel Rosendo, Cândida Pinto, João Figueira e Paulo Moura (fotos: Eduardo Pinto)

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Bagdad no Teatro da Cerca

Sexta-feira, Janeiro 17th, 2014

José Goulão, 40 anos de jornalismo, na conversa de ontem: “A guerra do Iraque representou uma mudança de paradigma na reportagem de guerra. Este espectáculo mostra isso muito bem”.

Hoje à noite recebemos a Cândida Pinto, o Paulo Moura e o José Manuel Rosendo.

Até logo!

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José Goulão, Carlos Camponez, Ricardo Alexandre (fotos: Eduardo Pinto)

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Hoje no TCSB: conversa com repórteres de guerra depois de “Nunca estive em Bagdad”

Sexta-feira, Janeiro 17th, 2014
Cândida Pinto, José Manuel Rosendo, Paulo Moura

Cândida Pinto, José Manuel Rosendo, Paulo Moura

Prossegue esta noite a temporada de “Nunca estive em Bagdad”, de Abel Neves, e o ciclo de conversas com repórteres de guerra, organizado em parceria com a Licenciatura em Jornalismo da FLUC.

Cândida Pinto (SIC), José Manuel Rosendo (RDP) e Paulo Moura (Público) são os convidados de hoje.

Faça-nos companhia!

TEATRO

Nunca estive em Bagdad

de Abel Neves
pel’A Escola da Noite
16 a 19 de Janeiro
quinta a sábado, 21h30; domingo, 16h00
M/12 > 1h15 > 6 a 10 Euros

 

CONVERSAS APÓS O ESPECTÁCULO

Jornalismo em contexto de guerra

quinta-feira, 16 de Janeiro

José Goulão

Ricardo Alexandre (RDP)

moderação: Carlos Camponez

sexta-feira, 17 de janeiro

Cândida Pinto (SIC)

José Manuel Rosendo (RDP)

Paulo Moura (Público)

moderação: João Figueira

Ciclo organizado em parceria com a Licenciatura em Jornalismo da FLUC. As conversas têm lugar no bar do teatro, imediatamente após as sessões do espectáculo.

Iraque 2003-2013: uma (abreviadíssima) cronologia

Quinta-feira, Janeiro 16th, 2014

2003

16 março — Cimeira das Lages (Açores, Portugal). George W. Bush, Tony Blair e José Maria Aznar, com Durão Barroso como anfitrião, decidem a intervenção militar no Iraque, com a justificação oficial de que o Iraque dispunha de armas de destruição maciça, nomeadamente químicas. Anos depois, todos os protagonistas da Cimeira reconheceriam que tal hipótese era infundada.

cimeiradaslages

20 março — uma coligação formada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, apoiada por Espanha e por Portugal, invade o Iraque a partir do Kuwait, numa operação designada “Choque e Pavor”. Primeiros bombardeamentos sobre Bagdad são transmitidos em directo pela televisão. Até ao final de Abril, mais de 200 mil soldados norte-americanos e ingleses estarão no Iraque.

21 março — começa a batalha de Umm Qasr. O porto da cidade demorou 4 dias a ser tomado.

22 março — as tropas iniciam o avanço em direcção a Bagdad a partir do sul. Começa o cerco a Bassorá.

24 março — Saddam Hussein afirma na televisão que vencerá. Os Iraquianos mantêm emboscadas contra as tropas da coligação.

4 abril — o aeroporto internacional de Bagdad, de grande valor simbólico para o regime, é tomado pelas forças internacionais.

9 abril — as tropas invasoras assumem o controlo da capital. Saddam Hussein desaparece. O derrube da sua estátua na praça Fardus é transmitido em directo para todo o mundo pela televisão.

1 maio — George W. Bush declara o fim das operações militares, tendo atrás de si uma faixa dizendo “Missão Cumprida”. O governo é dissolvido e o presidente Saddam Hussein deposto.

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2 julho — George W. Bush declara que as tropas americanas ficariam no Iraque apesar dos ataques e desafia os insurgentes: “Que venham eles!”. A frase é bastante criticada e o presidente vem a lamentá-la mais tarde.

13 julho — o Conselho de Governo Iraquiano, formado por 25 iraquianos escolhidos sob supervisão dos Estados Unidos, tem o seu primeiro encontro em Bagdad.

22 julho — os filhos de Saddam Hussein (Uday e Qusay) são mortos em Mossul, juntamente com os seus netos. Ao todo, mais de 300 líderes de topo do regime anterior foram mortos ou capturados, tal como numerosos funcionários inferiores e pessoal militar.

19 agosto — um camião-bomba explode sob a sede da ONU em Bagdad. O atentado suicida deixa 22 mortos, inclusive o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante da ONU no Iraque.

13 dezembro — tropas dos EUA capturam Saddam Hussein num esconderijo subterrâneo próximo de Tikrit.

 

2005

31 março — Comissão presidencial nos EUA conclui que os serviços de inteligência norte-americanos se equivocaram quanto à existência de armas de destruição em massa no Iraque.

 

2006

30 dezembro — Saddam Hussein é enforcado.

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2010

31 agosto — os Estados Unidos, agora presididos por Barack Obama, concluem a sua missão no Iraque. Permanecem no país 50 mil soldados, para treinar e assessorar as tropas iraquianas. Segundo a ONG Iraq Body Count, mais de 100 mil iraquianos morreram durante uma guerra que causou também a morte de mais de 4 mil soldados americanos, para além de baixas nos outros países da coligação.

 

2012

30 setembro — ataques com bombas e armas de fogo em nove cidades do Iraque deixaram pelo menos 32 mortos e 104 feridos. Os alvos foram principalmente instalações da polícia em bairros predominantemente xiitas.

 

2013

dezembro — comunicado da missão de assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI): Pelo menos 8.868 pessoas, na grande maioria civis,  morreram no Iraque em atos de violência em 2013, o maior número de vítimas  em vários anos. Dessas vítimas, 7.818 eram civis. A lista inclui os 759 mortos, dos quais 661 civis, verificados em dezembro, mês que registou também 1.345 feridos em actos de violência.

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