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O primeiro livro

Terça-feira, 2 de Fevereiro, 2010

Em 1963, José Rubem Fonseca, na altura com 38 anos,  lança o primeiro livro. “Os Prisioneiros” é o título da obra que reúne 11 contos e que marca o início da longa carreira deste autor brasileiro e dele disse, de imediato, Wilson Martins que era “um escritor que traz[ia] a literatura no sangue”.

Outro crítico, João Alexandre Barbosa, observa no estilo deste novo autor, duas maneiras distintas de narrar dizendo que “se num conto como ‘Fevereiro ou Março’, nos encontramos subitamente imersos em um universo criado por uma torrente de sensações, emoções e cálculos pegajosamente entranhados na consciência da personagem, no outro, como ‘Duzentos e vinte e cinco gramas”‘, por exemplo, a arte do contista parece violentar os limites da narração, criando pequenos quadros de descrição objetiva, jogando, por assim, dizer a palavra contra o reino da precisão e da síntese.”

A descrição da cidade, uma das marcas da obra de Rubem Fonseca, é amplamente elogiada desde logo nas histórias de ”Os Prisioneiros”. “Poucos ficcionistas são capazes de descrever a vida das grandes cidades como verdadeiramente uma selva trágica, em que o quotidiano aparece como um conjunto de ciladas fatais e irreversíveis.” (in O carácter social da literatura brasileira, de Fábio Lucas)

Veja aqui uma cópia de uma crítica de 1963 ao livro do autor cujos contos são a matéria da segunda co-produção d’A Escola da Noite com a Companhia de Teatro de Braga.

Rubem Fonseca – Contos

Quinta-feira, 21 de Janeiro, 2010

A Escola da Noite em co-produção com a Companhia de Teatro de Braga prepara o próximo espectáculo, desta vez em torno da obra do brasileiro Rubem Fonseca. Através do nosso blogue podem ficar a conhecer um pouco melhor a vida e obra do vencedor do Prémio Camões em 2003.

José Rubem Fonseca, nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), em 1925. Formado em Direito, exerceu várias profissões antes de se dedicar inteiramente à escrita literária. Acredita, como Joseph Brodsky, que a verdadeira biografia de um escritor está nos seus livros. Mora no Rio de Janeiro desde os 8 anos de idade. Hoje reproduz-se um excerto do conto “Uma Mulher Diferente” presente no livro “Pequenas Criaturas” editado em 2002 pela Companhia das Letras.

“(…) Vivi passou a olhar com atenção as calças que ele usava, pensativa, silenciosa. Um dia, surpreendeu-a contemplando as roupas dele no armário. Compreendeu que, se não tirasse as calças e ficasse inteiramente nu, iria perdê-la. Mas se as tirasse, também a perderia, a mulher diferente de todas as outras. Sentiu-se muito infeliz, pois estava num beco sem saída. Um dia, depois de ficar nua, Vivi exigiu que ele tirasse as calças.

Tira hoje, ou está tudo acabado.

Ele a abraçou. Não posso, disse.

Você é um obstinado, disse Vivi se afastando, não quer se livrar dessa extravagância neurótica, nem eu implorando, como estou fazendo agora.

Se eu tirar as calças será o fim do nosso amor.(…)”


Rubem Fonseca na primeira pessoa

Quinta-feira, 7 de Janeiro, 2010

Na voz de Rubem Fonseca, um excerto do conto “A Arte de andar nas ruas do Rio de Janeiro”, retirado do seu mais recente livro “O Seminarista”.

Leituras de Maria Gabriela Llansol por Sofia Lobo

Segunda-feira, 16 de Novembro, 2009

 

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Encerra hoje, em Coimbra, O Festival de Língua Portuguesa – A LÍNGUA TODA, às 18 horas, na Livraria Almedina Estádio, com Leituras seleccionadas do Livro das Comunidades de Maria Gabriela Llansol, pela actriz de “A Escola da Noite”, Sofia Lobo.
Maria Gabriela Llansol nasceu a 24 de Novembro de 1931 e é uma das autoras mais singulares da Literatura Portuguesa. Na ficção tem duas trilogias que denominou “Geografia de Rebeldes” (de que o Livro das Comunidades, 1977, é o primeiro título) e “O Litoral do Mundo”; ganhou o Grande Prémio do Romance e da Novela, da APE, em 1990, com o livro “Um Beijo Dado Mais Tarde”; e em 1985 recebeu o Prémio da Casa de Mateus pelo seu Livro/Diário “Um Falcão no Punho”. Traduziu Rimbaud, Rilke e Verlaine, entre outros.

Em o “Livro das Comunidades” escreve: “nesse lugar havia uma mulher que não queria ter filhos de seu ventre. Pedia aos homens que lhe trouxessem os filhos de suas mulheres para educá-los numa grande casa de um só quarto e de uma só janela; usava um xaile preto junto de seu rosto; tinha uma maneira distante de fazer amor: pelos olhos e pela palavra…”

Foi especialmente a escrita e os livros de Maria Gabriela Llansol e de Luandino Vieira que a Alma Azul destacou no Festival A LÍNGUA TODA  que regressa a 21 de Março de 2010.

Programação TCSB

Quinta-feira, 1 de Outubro, 2009

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